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domingo, 12 de julho de 2009

textos sobre educação infantil

Os textos a seguir são ótimos ajudantes para o professor de educação infantil.



Aprender a ler e escrever é um grande desafio. Para nós, parece tão fácil não é? Muitas vezes os envolvidos no processo de alfabetizar, e ainda a família, precisam parar e refletir um pouco sobre tudo o que está envolvido no processo de alfabetização.
As dificuldades das crianças no início do processo de aprendizagem da linguagem escrita podem ser bastante grandes, ainda que apresente um perfil normal de desenvolvimento. A escrita não reflete uma exata correspondência com a fala. Ela representa por meio de letras, os fonemas, mas nem sempre a um fonema corresponde uma letra, como por exemplo a palavra chave, assim, muitas vezes a palavra escrita tem mais letras do que os sons que pronunciamos (grafemas). Raramente usamos os fonemas isoladamente, sendo, que de início, a unidade mais facilmente apreendida pela criança é a sílaba, um dos motivos pelos quais, aliás, a criança antes de chegar a fase alfabética se utiliza da representação silábica.

Sistema atual de alfabetização - OPINIÃO

A Favor: Questão de método.
Iara Glória Prado, secretária de Ensino Fundamental do Ministério da Educação
"Por muito tempo, acreditou-se que, para os alunos aprenderem a ler e escrever, era necessário o treino da coordenação motora, discriminação visual e auditiva, da noção de lateralidade, além da memorização de letras e sílabas. Sabemos que os métodos propõem uma seqüência de passos pré-determinados pelo adulto, e muitas vezes os alunos não compreendem o sentido do que fazem.
O ensino pautado nessa crença não tem dado conta de 40% a 50% das crianças no período de alfabetização. Se o trabalho com métodos dá resultados, por que temos tantos adultos analfabetos? E, em contrapartida, como se justifica que crianças que nunca foram à escola se alfabetizem, sem terem passado por um ensino pautado numa seqüência de passos?
A alfabetização é um processo de construção de hipóteses sobre o funcionamento do sistema alfabético de escrita. Para aprender a ler e escrever, o aluno precisa participar de situações que colocam a necessidade de refletir, transformando informações em conhecimento próprio e enfrentando desafios.
E é utilizando textos reais, tais como listas, poemas, bilhetes, receitas, contos, piadas etc, que os alunos podem aprender muito sobre a escrita.
Assim, os professores descobrem que ler é muito mais do que decodificar, e por isso tratam seus alunos como leitores plenos antes de estarem alfabetizados.
O Ministério da Educação, por meio do Programa de Formação de Professores Alfabetizadores, pretende difundir para os professores esses saberes, para que possam entender, cada vez mais, como os alunos aprendem e como - de fato - eles podem ensiná-los, na perspectiva de formá-los como verdadeiros cidadãos da cultura letrada.
Contra: Tendência mundial.
Silo Meireles, editor de livros para alfabetização
No Brasil, ao falar sobre alfabetização, referem-se à teoria da psicogênese da linguagem escrita como "cientificamente comprovada". Pretendem estar à frente de preocupações com eficácia e de querelas sobre métodos. Sabendo "como se aprende", não se detêm no "como se ensina". Descartam o uso de métodos.
Propõem que o aluno trabalhe com textos e "construa o seu próprio conhecimento lingüístico, seja sujeito cognoscente e ativo do seu aprendizado e adquira o uso social da leitura e da escrita". Redefinem de forma excêntrica o que seja ler e escrever e institucionalizam entre nós a triste figura do analfabeto escolarizado.
A imprensa tem mostrado alunos da rede pública nos grandes centros urbanos, analfabetos, recebendo diplomas. O programa Alfabetização Solidária, que se norteia pelas mesmas teorias psicogenéticas e se dirige a jovens e adultos de todo o País, tem 25,1% de eficiência. Um fracasso colossal!
O que se faz em outros países? Educadores, pedagogos e pesquisadores da Inglaterra, dos Estados Unidos, da Alemanha, da Itália, do Canadá, de Cuba, de Israel e da Espanha estão preocupados em ensinar - da forma mais eficaz - a ler e a escrever. Apontam todos na mesma direção: o ensino do som das letras. Mantêm índices de analfabetismo aceitáveis e criam sucessivas gerações de leitores de sucesso.
É oportuno meditar sobre isso. Educadores, pedagogos e pesquisadores ingleses, americanos, alemães, italianos canadenses, cubanos, israelenses e espanhóis, alguns reforçados por seus governos, encaram a alfabetização de forma radicalmente diferente de tudo que fazemos aqui. Estão todos preocupados em ensinar a ler e a escrever com eficácia e recomendam o uso de abordagens que contem o pleno ensino do som das letras.
Fonte: (Jornal O Dia - 26/11/2000

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